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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um gesto de amor pode mudar tudo: Ted Willians/ Os Infortúnios Ocultos

     Você deve ter assistido nos noticiários a história de Ted Willian. Um ato de caridade mudou a vida deste homem. Quantos Teds não existem pelas ruas? Quantos Teds não esperam pela mesma oportunidade? 
    Até quando veremos homens perdendo seus talentos no vale escuro do álcool e das drogas... Infelizmente, boa parte deles já perderam estes talentos de vez... mas quantos ainda tem a esperança da reabilitação!
   Deus olhe por estes irmãos, perdidos na estrada... que eles possam ter luz para enxergar, antes que seja tarde demais!



Depois de se tornar uma celebridade na internet em menos de 24 horas, Ted Williams, um morador de rua na cidade de Columbus, estado de Ohio, EUA, finalmente teve a segunda chance na vida que tanto queria. Tudo começou com a curiosidade do cinegrafista Doral Chenoweth quanto a um pedinte que exibia uma placa com os dizeres “Tenho o dom divino da voz, sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça”. Munido de sua câmera, Chenoweth deu dinheiro ao mendingo com a condição de que ele “fizesse por merecer” e demonstrasse sua voz. A espetacular voz do me pedinte foi então registrada em uma gravação que comoveu dezenas de milhares de pessoas no YouTube, trazendo milhares de pessoas à causa de promover o talento de Williams.
Boa parte do trabalho se deve a participantes do fórum online reddit, que ajudaram a promover o vídeo e levantaram milhares de dólares em doações. Um ouvinte anônimo ofertou US$15 mil (R$25 mil) a uma rádio local para ajudar a pagar os primeiros salários de Ted, enquanto outros programas de rádio e televisão manifestavam seu interesse em exibir, e até mesmo contratar, sua voz grave e suave. E o responsável por dar uma nova oportunidade ao morador de rua foi o Cleveland Cavaliers, o time do estado de Ohio na NBA e do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão.
Tudo estava correndo maravilhosamente bem, exceto por um “detalhe”: Ted Williams ainda não sabia de nada, e ninguém o encontrava para lhe dar as boas notícias. As propostas simplesmente não chegavam ao maior interessado que não tinha residência nem telefone conhecido, e muito menos acesso à internet para saber que já havia se tornado uma celebridade internacional e que não precisava mais pedir esmolas.
Somente no final da tarde de ontem Ted Williams foi localizado e informado das boas notícias, e na manhã de hoje ele já estava dando entrevista a uma rádio local – entrevista essa que já foi publicada no YouTube. “Fui Susan Boyle por um dia”, brinca Ted Williams, demonstrando incidentemente o seu conhecimento da cultura pop recente. Além da fama instantânea, doações em dinheiro e propostas de emprego, o dia de Cinderela rendeu a Williams também uma casa nova e uma segunda chance de fazer valer seu talento.
“O Cleveland Cavaliers acabou de me oferecer um emprego em tempo integral e uma casa! Uma casa! Uma casa!”, comemorou Williams em entrevista para a rádio local WNCI. Ele irá fazer trabalhos de voz para a equipe e empresas parceiras, como locução no ginásio durante as partidas
O morador de rua havia estudado para ser locutor de rádio, mas as drogas e o álcool acabaram com a sua carreira, o que o levou a mendigar pelas ruas de Columbus. “Só de voltar a ter um pouco de normalidade e responsabilidade… se eu tiver um emprego que pague US$ 25 ou US$ 18.000, eu estarei feliz. Ao menos eu sei que Deus me tem agora onde ele quer”, disse o humilde Williams.
fonte:





Os Infortúnios Ocultos

Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.
Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. E que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. A noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: "Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti." É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. E espírita ela? Que importa!
Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. "Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém." Falava assim Jesus.
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Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.
112a edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febrasil.org. Federação Espírita Brasileira, 1996.

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