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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



Deus, eu tenho tudo que preciso... Tenho trabalho, dinheiro, comida
mas algo me falta...
Que vazio é esse na alma?
Deus, me socorre...


Filho, peça e obtereis, bata e a porta se abrirá...




EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO
CAPÍTULO 25


BUSCAI E ACHAREIS



OBSERVAI OS PÁSSAROS DO CÉU
6. Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes
os consumirão, onde os ladrões os desenterram e os roubam; acumulai tesouros no Céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os consumirão; onde os ladrões não penetram nem roubam, pois, onde está vosso tesouro, também está o vosso coração.
É por isso que vos digo: Não vos inquieteis por encontrar o que
comer para o sustento de vossa vida, nem por terdes roupas para cobrir vosso corpo. A vida não é mais do que o alimento, e o corpo mais do que a roupa?
Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e
não guardam nada nos celeiros; mas vosso Pai Celeste os alimenta; vós não sois muito mais do que eles? E quem é aquele dentre vós que pode, com todos os seus cuidados, acrescentar à sua estatura a altura de um côvado?
Por que também vos inquietais pela roupa? Observai como crescem
os lírios dos campos; eles não trabalham, nem fiam; e entretanto, eu vos declaro que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, nunca se vestiu como um deles. Se, pois, Deus tem o cuidado de vestir desse modo uma erva dos campos, que hoje existe e que amanhã será lançada na fornalha, quanto mais cuidado terá em vos vestir, homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos, ou o que beberemos, ou com o que nos vestiremos? – como fazem os pagãos que
procuram todas essas coisas; vosso Pai sabe que tendes necessidades delas.
Buscai, pois, primeiramente o reino de Deus e sua justiça, e todas
essas coisas vos serão dadas de acréscimo. Por isso, não fiqueis inquietos pelo dia de amanhã, pois o amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta a sua aflição basta a sua aflição. (Mateus, 6:19 a 21, 25 a 34)


7. As palavras do ensinamento de Jesus, interpretadas ao pé da
letra, seriam a negação de toda a previdência, de todo o trabalho e,
por conseguinte, de todo o progresso. Dessa forma, o homem seria
reduzido a um espectador passivo; suas forças físicas e intelectuais
não teriam atividade. Se essa tivesse sido sua condição normal na
Terra, jamais teria saído do estado primitivo e, se fizesse dessa condi-
ção sua lei atual, viveria sem ter nada a fazer. Esse não pode ter sido
o pensamento de Jesus, pois estaria em contradição com o que disse, em outras vezes, e com as próprias leis da Natureza. Deus criou o
homem sem roupas e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para
fabricá-los. (Veja nesta obra Caps. 16:6; e 25:2.)


 Estas palavras devem ser entendidas apenas como uma alegoria
 poética da Providência, que jamais abandona os que nela
depositam sua confiança, mas que, por seu lado, trabalham. Se nem
sempre vem em ajuda com o socorro material, inspira-lhes idéias com
as quais encontram os meios de se livrar das dificuldades por si mesmos. (Veja nesta obra Cap. 27:8.)
Deus conhece nossas necessidades, e as atende segundo o necessário. O homem, sempre insatisfeito em seus desejos, nem sempre
se contenta com o que tem. O necessário já não lhe basta, tem necessidade do supérfluo. A Providência deixa-o entregue à própria sorte.
Torna-se então infeliz por sua própria culpa e por ter ignorado a voz
interior que o advertia em sua consciência. Deus o deixa sofrer as
conseqüências disso, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.
(Veja nesta obra Cap. 5:4.)
8. A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus
habitantes quando os homens souberem administrar os bens que ela
dá, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo.
Quando a fraternidade reinar entre os diversos povos, como entre as
províncias de um mesmo império, o supérfluo momentâneo de um
suprirá a insuficiência momentânea do outro, e todos terão o necessário. O rico, então, se considerará como um homem que tem uma
grande quantidade de sementes. Se as plantar, produzirão ao cêntuplo para ele e para os outros. Se as comer sozinho, ou se desperdiçar
o excedente do que não conseguiu comer, elas não produzirão nada,
e delas não tirará proveito para os outros. Se as guardar em seu celeiro, os vermes as comerão. Foi por isso que Jesus disse: Não acumuleis
tesouros na Terra, pois são perecíveis, mas acumulai-os no Céu, onde
são eternos. Em outras palavras, não vos apegueis demasiadamente
aos bens materiais e nem lhes deis mais importância do que aos bens
espirituais, e aprendei a sacrificar os primeiros em benefício dos segundos. (Veja nesta obra Cap. 16:7 e seguintes.)
Não é com leis que se decretam a caridade e a fraternidade. Se
elas não estiverem no coração do homem, o egoísmo imperará sempre. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele.

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